O sonho de construir uma capela na sede das rádios santa cruz AM e stilo FM era antigo, desde 1995 havia essa vontade de começar a obra, mas só agora no ano de 2010 se tornou realidade. Desde o começo do ano 2010, quando começou a reforma do prédio das Rádios, Padre Gabriel cedeu sua antiga sala que fica próximo à portaria, para ser adaptada e servir de capela. E no dia 14 de dezembro de 2010 que é também um dia dedicado a São João da Cruz, o padre Gabriel com a presença dos funcionários das rádios santa cruz AM e stilo FM e com os familiares, abençoou a capela durante a santa missa de natal celebrada no pátio das emissoras. A Capela fica aberta a todos que passam pela Avenida Presidente Vargas, tornando se um ponto obrigatório de parada para renovar e fortalecer o espírito. Para ter acesso à mesma, não é necessário entrar no interior das rádios, basta chegar à recepção e entrar na capela. Essa é à maior conquista das rádios, nos últimos anos. Construir a capela foi um ato de agradecimento por tudo o que Deus nos deu, nos últimos anos.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
``Grita comigo meu povo´´ Espetou, espetou, espetou...
Homenagens = No ultimo dia 02 de novembro fiquei sabendo que um Vereador de Divinópolis, criou uma Lei (Projeto de Lei nº CM 55/2009) denominando (dano nome) uma rua do bairro Fábio Notini em Divinópolis-MG em homenagem aos familiares do locutor Sinval Madeira. O Projeto é do Vereador Fabiano Tolentino. Sinval Madeira Fernandes nasceu em Marilândia – Distrito de Itapecerica, MG, no dia 14/08/1953, sendo o terceiro de uma prole de onze filhos. Foi para Divinópolis no ano de 1969 e desde criança brincava com um pedaço de madeira como se fosse um microfone (origem do apelido) Depois de passar por várias emissoras de rádios como: Rádio Clube de Itaúna e em 1982, foi para a Rádio Minas AM, de Divinópolis, e trabalhou posteriormente na Rádio Divinópolis AM; Rádio Mineira, de Belo Horizonte, aqui na Rádio Santa Cruz apresentou o programa bom dia cidade e jornada esportiva, Rádio Nova Serrana AM; Rádio Aurilândia, de Nova Lima; Rádio Educadora, de Coronel Fabriciano; Rádio Alternativa; Rádio Santana de Itaúna; Rádio Sucesso FM Divinópolis, Rádio 104,9 Cajuru FM, Rádio Nova Lima FM e rádio Veredas de Bom Despacho e por ultimo Rádio Comunitária Sistema 88,5 FM também de Divinópolis. Ele começou sua carreira como narrador esportivo na Rádio Minas de Divinópolis no ano de 1984. Sinval Madeira foi casado com Lenis Geralda Matosinhos Madeira, com quem teve três filhos ,Rouse, Rondinelli e Rangel ; foi avô de dois netos, Yuri e Ygor. Radialista apaixonado por futebol era torcedor dos times do Guarani esporte Clube e do Cruzeiro. Dono de uma das vozes marcantes do rádio mineiro ficou conhecido pela expressão: “grita comigo meu povo”, ao narrar os gols das partidas de futebol que ela transmitia. Sinval narrava jogos de futebol pelo país inteiro, tendo inclusive, feito uma transmissão de uma partida da seleção brasileira de futebol, quando recebeu uma camisa autografada pelo jogador Zico. Sinval Madeira faleceu em 16 de junho de 2006, vítima de um enfarte fulminante. Deixou órfãos milhares de ouvintes que acompanhavam suas transmissões. Foi sepultado na cidade de Itaúna, terra natal de sua esposa. Vale lembrar que o locutor Sinval Madeira já tem seu nome eternizado num estádio de futebol da cidade de Carmo de Cajuru-MG.
| Foto/Blog o Giro da Bola |
Homenagens = No ultimo dia 02 de novembro fiquei sabendo que um Vereador de Divinópolis, criou uma Lei (Projeto de Lei nº CM 55/2009) denominando (dano nome) uma rua do bairro Fábio Notini em Divinópolis-MG em homenagem aos familiares do locutor Sinval Madeira. O Projeto é do Vereador Fabiano Tolentino. Sinval Madeira Fernandes nasceu em Marilândia – Distrito de Itapecerica, MG, no dia 14/08/1953, sendo o terceiro de uma prole de onze filhos. Foi para Divinópolis no ano de 1969 e desde criança brincava com um pedaço de madeira como se fosse um microfone (origem do apelido) Depois de passar por várias emissoras de rádios como: Rádio Clube de Itaúna e em 1982, foi para a Rádio Minas AM, de Divinópolis, e trabalhou posteriormente na Rádio Divinópolis AM; Rádio Mineira, de Belo Horizonte, aqui na Rádio Santa Cruz apresentou o programa bom dia cidade e jornada esportiva, Rádio Nova Serrana AM; Rádio Aurilândia, de Nova Lima; Rádio Educadora, de Coronel Fabriciano; Rádio Alternativa; Rádio Santana de Itaúna; Rádio Sucesso FM Divinópolis, Rádio 104,9 Cajuru FM, Rádio Nova Lima FM e rádio Veredas de Bom Despacho e por ultimo Rádio Comunitária Sistema 88,5 FM também de Divinópolis. Ele começou sua carreira como narrador esportivo na Rádio Minas de Divinópolis no ano de 1984. Sinval Madeira foi casado com Lenis Geralda Matosinhos Madeira, com quem teve três filhos ,Rouse, Rondinelli e Rangel ; foi avô de dois netos, Yuri e Ygor. Radialista apaixonado por futebol era torcedor dos times do Guarani esporte Clube e do Cruzeiro. Dono de uma das vozes marcantes do rádio mineiro ficou conhecido pela expressão: “grita comigo meu povo”, ao narrar os gols das partidas de futebol que ela transmitia. Sinval narrava jogos de futebol pelo país inteiro, tendo inclusive, feito uma transmissão de uma partida da seleção brasileira de futebol, quando recebeu uma camisa autografada pelo jogador Zico. Sinval Madeira faleceu em 16 de junho de 2006, vítima de um enfarte fulminante. Deixou órfãos milhares de ouvintes que acompanhavam suas transmissões. Foi sepultado na cidade de Itaúna, terra natal de sua esposa. Vale lembrar que o locutor Sinval Madeira já tem seu nome eternizado num estádio de futebol da cidade de Carmo de Cajuru-MG.
Rádio Santa Cruz AM 31 Anos
No ultimo dia 12 de outubro 2010, por volta das 18horas a Igreja Matriz Nossa Senhora Auxiliadora abriu as portas para receber um grande número de fiéis.
A missa marcada para as 19 horas, mas ninguém queria perder o lugar. A razão desta celebração era o aniversário das emissoras. A Rádio Santa Cruz, que entrou no ar pela primeira vez, no dia 12 de outubro de 1979 e a Rádio Stilo FM que realizou sua primeira transmissão no dia 09 de julho de 2002. Essa celebração, no entanto, comemorou o aniversário das duas Rádios.
“Fazer o Rádio Católico, é um grande desafio, mas um desafio que vale à pena”, afirmou Padre Gabriel. que em sua homilia, destacou a importância de Maria na vida da Igreja e do lugar que ela ocupa no coração de cada católico. Disse que celebrar o dia de Nossa Senhora Aparecida, em Pará de Minas, era uma bênção pois a cidade sempre se destacou pelo amor e devoção à Mãe de Jesus.Padre Gabriel disse que todos que trabalham com a comunicação enfrentam os mesmos desafios e experimentam as mesmas alegrias.
Antes da bênção final os funcionários das emissoras foram apresentados à assembléia e foram muito aplaudidos. E que Nossa Senhora Aparecida continue abençoando as nossas rádios que são tão queridas em Pará de Minas e região!
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
História do Rádio AM
Texto/Alexandre Figueiredo
As atuais gerações não conhecem a história do rádio AM, um rádio de muita emoção mas com muita razão de sobra. E que possui momentos áureos que certamente não fazem parte das "10 mais" de FM alguma, seja "top" ou "lanterninha".
UMA BREVE HISTÓRIA DO RÁDIO AM NO BRASIL
1893 - ORIGEM DO RÁDIO - O gaúcho Roberto Landell de Moura descobre as transmissões de rádio. No entanto, o italiano Guglielmo Marconi é oficialmente tido como o criador do rádio. Uma polêmica comparável a de Santos Dumont contra os irmãos Wright.
1919-1923 - Outra polêmica envolve o surgimento da primeira emissora de rádio no Brasil. Oficialmente se credita à Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, o pioneirismo, em 1923. Mas a Rádio Clube de Pernambuco (até hoje no ar), de Recife, quatro anos antes já realizou suas primeiras transmissões radiofônicas.
Anos 20 - Nessa época, o rádio funcionava sem fins comerciais. Não havia ainda a chamada publicidade no rádio, que só viria em 1927 e ganharia fôlego nos anos 30. Antes disso, haviam as chamadas "rádios clubes" ou "rádios sociedades", ou seja, rádios com programação elitista e raio de irradiação limitado, organizadas por pessoas da alta burguesia, que além de sustentarem as emissoras, forneciam suas coleções de discos, geralmente de música clássica.
1936 - Surge a Rádio Nacional, PRK-30, no Rio de Janeiro. Ela se tornaria um marco na história do rádio, com seus programas de auditório, suas comédias e suas radionovelas. Entre o final dos anos 30 e a primeira metade dos anos 50 a Nacional seria uma das líderes de audiência do rádio brasileiro, exportando sua programação, gravada e dias depois transmitida, em outras cidades brasileiras.
1938 - Surge a Rádio Globo do Rio de Janeiro, que décadas depois seria a rádio AM mais popular do país, renovando o fôlego do rádio que havia sido abalado com o surgimento da televisão. Na época, estava vigente a ditadura do presidente Getúlio Vargas, denominada de Estado Novo, e o ditador aproveitou o poder do rádio (copiando a eficácia do veículo na propagação do nazismo na Alemanha) para desenvolver uma imagem positiva do governo, associada à cultura e os anseios imediatos do povo.
Década de 40 - Os anos dourados do rádio brasileiro. A cultura brasileira viveu um de seus melhores momentos, apesar dos primeiros anos da década estarem relacionados ao duro governo do Estado Novo. Todavia, as canções populares e os programas de auditório tiveram seu grande período de criatividade e popularidade, fazendo do rádio, sobretudo da Nacional, um dos veículos mais prestigiados no Brasil. Muitos dos comunicadores, criadores e produtores que vieram fazer a história da comunicação e das artes surgiram neste período e alguns se encontram até hoje ativos no rádio e na televisão.
Década de 50 - Surge a televisão e o rádio é obrigado a se transformar. Surgem as primeiras transmissões de radiojornalismo e as transmissões esportivas, que apareceram nos anos 30, se multiplicam e ganham mais popularidade. Apesar da ameaça, o rádio AM, mesmo no final dos anos dourados e abandonando os programas de auditório que migraram para a TV, continuou forte e bastante popular.
1955 - Outra polêmica envolve a origem do rádio FM. A Rádio Clube reivindica o pioneirismo da Frequência Modulada já no final dos anos 30. A Rádio Imprensa, do Rio de Janeiro, veio nos anos 50. Em caráter experimental, a Rádio Imprensa foi fundada pela empresária Anna Khoury e nos primeiros anos sua transmissão era limitada às instalações da emissora. A Imprensa durou 45 anos, e na virada do milênio, em dezembro de 2000, foi extinta, dando lugar à Jovem Pan Rio, uma associação de Marlene Mattos, empresária da Xuxa, com o apresentador Luciano Huck.
Década de 60 - O rádio AM assume as características atuais. No lugar dos programas de auditório, aparecem programas de variedades comandados por locutores de boa voz e excelente estilo comunicativo. Popularizam-se os programas esportivos e os policiais e, num outro segmento, surgem as AMs de hit-parade, antecipando o formato "adulto contemporâneo" das FMs. A Rádio Tamoio AM, do Rio de Janeiro, era uma delas.
1969 - O Ministério das Comunicações havia surgido em 25 de fevereiro de 1967. Com a ditadura militar planejando um grande esquema de censura e manipulação ideológica, o rádio AM é incluído entre as instituições e pessoas físicas consideradas "subversivas". Surge o rádio FM, arma usada pela ditadura para promover a alienação da população, não somente pela programação musical, mas pelos arremedos de programação AM que eram transmitidos, sobretudo no interior do país.
Anos 70 - O rádio AM, que era tido como "subversivo" em 1969, nos anos posteriores a 1974, quando a ditadura se afrouxou, através do governo Ernesto Geisel, passou a ser considerado como o rádio de "brega". Apesar disso, sua popularidade e credibilidade continuavam intatas e a juventude ainda ouvia as emissoras AM. Na segunda metade da década, o rádio FM entra num crescimento surpreendente, mas ainda não conseguiu ameaçar o universo das AMs.
Anos 80 / Primeira Metade - A princípio o rádio AM continua com popularidade similar a dos anos 70. Mas o rádio FM avança em popularidade crescente, sobretudo entre os jovens. A segmentação das FMs em estilos musicais diferentes começa a ser uma realidade, com rádios de adulto contemporâneo de diversos níveis, como o pop (que inclui música romântica e disco music) e o sofisticado (somente jazz, blues, soft rock e MPB), além da popularização das rádios de rock a partir da Fluminense FM (Niterói) e 97 FM (ABC paulista), entre outras.
Anos 80 / Segunda metade - O rádio AM, em 1985, sofre um duro golpe, tanto pelo esnobismo de jovens abastados, que tinham preconceito a coisas antigas, quanto pela politicagem, através das concessões de rádio e TV promovida pelo governo Sarney a todos aqueles que, políticos ou não, apoiavam a politicagem da direita brasileira. Muitos donos de rádio FM, incompetentes para o rádio, acabaram expandindo os arremedos de rádio AM nas FMs.
1990 / 2000 - Época da promiscuidade do rádio. O rádio AM sofre um preconceito cada vez maior e a segmentação das FMs se dilui e, muitas vezes, se descarateriza em prol da mesmice do comercialismo. Os efeitos nocivos da politicagem do governo Sarney surgem, não apenas no rádio do interior do país, mas em muitas FMs "idôneas" que seguem um perfil neoliberal moderado.
2001 - Uma nova tecnologia pode surgir. É a tecnologia digital, que dará um som mais potente à Amplitude Modulada. Chiados e "pipocamento" serão eliminados e o som será tão bom quanto o FM. É prevista uma revolução radiofônica que pode reverter à migração da programação AM para as FMs, causando o processo inverso, e pode até atrair interesse de quem se recusava radicalmente a investir no rádio AM. Com o AM digital, um novo fôlego para o AM será enfim dado.
domingo, 29 de agosto de 2010
Minha Historia na Rádio.
Primeiramente é um prazer pra mim sua visita ao meu blog seja pela primeira vez ou não. Digo que minha historia com o rádio começou com os meus irmãos Gilberto e Carlos lá nos anos 80 quando me apresentou o rádio, essa caixinha falante, mágica e viciante. Avançando um pouco o tempo = Aqui na rádio santa cruz AM vim trabalhar depois que um deles o Gilberto conhecido como (Gilberto Nascimento) apelido esse arrumado pelo colega Jota Oliveira, já trabalhava na emissora por dois anos e resolveu sair. À partir daí comecei a viver no rádio um tempo bom. Nesses meus 15 anos de rádio santa cruz aprendi muito e já presenciei varias historias. Na função de operador de áudio, trabalhei com Geraldo Rodrigues no programa Show da Noite de segunda a sábado de 20 ás 23 horas quando então eu desligava o transmissor tirando a rádio do ar. Nos domingos ficava de 17 ás 23 horas e os programas nesse dia eram; Domingo Classe A com meu irmão Carlos Silva que era de 17 ás 18hs e depois eu fazia a técnica para o Roberto Oliveira (irmão do Jota Oliveira) de 18 ás 23hs com o programa Serenata da Saudade.
Trabalhei ainda com as locutoras Cleuza Carvalho e Edilaine (in memória), os repórteres Fúlvio José e Faria Lima responsável pelo famoso repórter meia quatro zero. Trabalhei também com os locutores José Geraldo no programa A Hora do Sertão de 15 ás 18 horas e Antônio Carlos no Tarde Legal. Já no programa Bom Dia Cidade de 10 ás 12 horas fiz técnica para os também locutores; Mauricio Azevedo e depois Sinval Madeira (in memória) esse na jornada esportiva também e por ultimo o Geraldo Cunha. Hoje com a modernização dos equipamentos e com a junção das funções operador de áudio/locução e também por decisão da direção da emissora passei a apresentar o programa Bom Dia Cidade onde estou até hoje. Isso é só um pouco de uma historia que já mais será apagada de um apaixonado pelo rádio.
Cláudio Roberto.
Aqui nesta foto ao lado estou fazendo o teste com a linha (telefone) para a jornada esportiva direto do Mineirão, e vale lembrar que fizemos também até do Pacaembu onde Geraldo Rodrigues e Sinval Madeira narraram Cruzeiro e Corinthians pelo campeonato brasileiro no meio da torcida gaviões da fiel e também acompanhamos a Seleção Brasileira nas eliminatórias para a Copa do Mundo em 1998.
Nesta aqui apareço ao lado da grande Margareth Reis amarrando uns cartazes para a promoção de 21 anos da Rádio que fez um sorteio de Gol zero km para os ouvintes.
Neste jogo os funcionários da Rádio que participaram foram;
Senhor José Olímpio
Anderson Barbosa
Faria Lima
Serginho Canarinho
Emerson Barbosa
José Carlos
Eu - Cláudio Roberto
Geraldo Rodrigues
Fúlvio José
Também teve a participação de Antônio Carlos e Jesus Geraldo que não aparecem na foto.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Reformas no prédio da Rádio.
Nos últimos anos a nossa querida Rádio Santa Cruz AM vem passando por uma grande reforma tanto na parte de equipamentos como também em sua sede. Abaixo segue algumas fotos tiradas por mim que mostram as reformas no prédio da Emissora que fica na AV: Presidente Vargas. Na primeira foto você vê a fachada do prédio com as antenas no jardim que recebem o sinal do satélite da rede Milícia da Imaculada e do Padre Reginaldo Manzotti. Na segunda foto já aparece a lateral do prédio e os carros da Santa Cruz e Rádio Stilo FM da Fundação Padre Libério.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Resgate Histórico: Santa Cruz-AM, A Primeira de Pará de Minas
Matéria do site grnwes do Geraldo Rodrigues:
No dia 12 de outubro de 2009, a rádio Santa Cruz comemorará 30 anos de fundação. Ao longo destas três décadas a emissora teve diversos diretores, que assim como a emissora, prestaram inúmeros serviços relevantes ao município, sem falar em seus programas de entretenimento.
Hoje, a Santa Cruz-AM, A Primeira de Pará de Minas, pertence à Diocese de Divinópolis e tem como Diretor Presidente o Padre Geraldo Gabriel de Bessa, que também é Pároco da Paróquia de Nossa Senhora Auxiliadora.
Uma das preocupações de Padre Gabriel é dotar emissora de equipamentos de última geração, para que o ouvinte possa acompanhar os programas com som de qualidade em seus rádios.
Nesses 30 anos, a Santa Cruz, se vangloria da sua trajetória de sucesso e prestígio no interior mineiro, especialmente na região Centro Oeste do Estado. Sem falar naqueles ouvintes que acompanham a programação em todo mundo através da internet.
Para que este sonho se tornasse realidade foi preciso muito esforço por parte de um grupo de abnegados que compraram a idéia de implantação da rádio local na década de 1970. Como por exemplo, pode ser citado entre tantos, José Júlio de Faria, o Zé Júlio da Eletrofaria, que tem muitas e boas histórias para contar da luta que foi travada para conseguir um canal para implantação da emissora em Pará de Minas.
Tanto trabalho foi bastante comemorado em 1978, quando foi confirmada a outorga da concessão do prefixo da futura rádio Santa Cruz. Este fato foi relatado na edição 93, do Jornal Paraense, que circulou em Pará de Minas em 14 de maio de 1978. Este jornal tinha como Diretor e Redator o Professor Pedro Moreira, cujo exemplar foi guardado pelo saudoso pesquisador Mário Luiz Silva.
Segue a transcrição da matéria com manutenção integral do texto que destacou em manchete, Rádio: uma vitória de muitos.
“Com duas dúzias de rojões, o empresário Geraldo Duarte Marinho saudou, na noite de 14 de abril, a liberação, por parte do Ministério das Comunicações, da sonhada Rádio Santa Cruz, pertencente ao Grupo Paraense “Emissoras Santa Cruz Ltda. – Rádio e TV".
A outorga de concessão do prefixo se fez por dez anos, podendo este prazo renovar-se ao seu término. Afinal, os foguetes espocaram muito a propósito: há vinte anos ou mais, muitas ten¬tativas foram ensaiadas por outros interessados na concessão de um prefixo radiofônico para a Cidade.
Entretanto, problemas de ordem técnica e exigências burocráticas sempre acabavam por esfriar o entusiasmo dos pretendentes à emissora.
Por esta razão, a rigidez com que são examinados os processos para a concessão de prefixos, somada à expectativa de todos aqueles anos, efetivamente veio valorizar a vitória do grupo comandado por Geraldo Duarte Marinho.
Processo Padrão
Exatamente no dia 6 de janeiro de 1965, ele iniciou os trabalhos de base para a formação da sociedade e posterior montagem do processo que seria encaminhado ao Ministério das Comunicações.
As exigências legais foram literalmente cumpridas, e de maneira tão perfeita se organizou o processo que ele se tornou padrão para outros Municípios pretendentes à mesma outorga de radiodifusão.
Mas, da entrada do processo no Ministério até a publicação, no dia 14 de abril, do Decreto 810563 no “Diário Oficial”, instalou-se um período de expectativa e mistério, porquanto outro influente grupo também se candidatara à exploração do prefixo.
“Santa Cruz” foto http://www.muspam.org/
“O nome escolhido se deve à “Serra de Santa Cruz” – explica Geraldo Duarte Marinho, referindo-se à histórica elevação onde, em tempos remotos, ergueu-se um cruzeiro.
O presidente das Emissoras Santa Cruz Ltda. explica ao jornal que a nova etapa, agora, é árdua: organização técnica, estrutural e artística da nova rádio. Ele assim resume os planos a serem enfrentados:
- Criação de uma escola para locutores, com aulas ministradas pelos radialistas Levi Freire, Dênio Moreira e Jairo Anatólio Lima, de Belo Horizonte.
- Teste final para a seleção de locutores (ambos os sexos) a serem contratados.
- A orientação da emissora se fará em três pontos básicos: cultura, educação e esportes, mas ao mesmo tempo em plano de entretenimento.
- A emissora prestigiará, em nível de utilidade pública, as medidas das autoridades, dos clubes de serviço, das entidades de classe e esportivas.
_ Funcionamento em horário ilimitado.
Ondas Médias
O presidente Geraldo Duarte Marinho, que tem como companheiros de diretoria, Célio de Oliveira Duarte (secretário), Hélio de Meio Mendonça (tesoureiro) e Jackson Campos (superintendente), informou que a estação irá ao ar em ondas mé¬dias, na freqüência de 1.000/250 watts, com as instalações e antena escolhidas pelo DENTEL”.
Cabe ressaltar que DENTEL era a abreviatura de Departamento Nacional de Telecomunicações, que hoje foi transformada em agência reguladora do Governo Federal com o nome de ANATEL.
Projeto Resgate Histórico: Alaércio Delfino, Geraldo Rodrigues, Joandre Oliveira Melo.
Assinar:
Comentários (Atom)

















