quinta-feira, 2 de setembro de 2010

História do Rádio AM


Texto/Alexandre Figueiredo
As atuais gerações não conhecem a história do rádio AM, um rádio de muita emoção mas com muita razão de sobra. E que possui momentos áureos que certamente não fazem parte das "10 mais" de FM alguma, seja "top" ou "lanterninha".

UMA BREVE HISTÓRIA DO RÁDIO AM NO BRASIL

1893 - ORIGEM DO RÁDIO - O gaúcho Roberto Landell de Moura descobre as transmissões de rádio. No entanto, o italiano Guglielmo Marconi é oficialmente tido como o criador do rádio. Uma polêmica comparável a de Santos Dumont contra os irmãos Wright. 

1919-1923 - Outra polêmica envolve o surgimento da primeira emissora de rádio no Brasil. Oficialmente se credita à Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, o pioneirismo, em 1923. Mas a Rádio Clube de Pernambuco (até hoje no ar), de Recife, quatro anos antes já realizou suas primeiras transmissões radiofônicas.

Anos 20 - Nessa época, o rádio funcionava sem fins comerciais. Não havia ainda a chamada publicidade no rádio, que só viria em 1927 e ganharia fôlego nos anos 30. Antes disso, haviam as chamadas "rádios clubes" ou "rádios sociedades", ou seja, rádios com programação elitista e raio de irradiação limitado, organizadas por pessoas da alta burguesia, que além de sustentarem as emissoras, forneciam suas coleções de discos, geralmente de música clássica.

1936 - Surge a Rádio Nacional, PRK-30, no Rio de Janeiro. Ela se tornaria um marco na história do rádio, com seus programas de auditório, suas comédias e suas radionovelas. Entre o final dos anos 30 e a primeira metade dos anos 50 a Nacional seria uma das líderes de audiência do rádio brasileiro, exportando sua programação, gravada e dias depois transmitida, em outras cidades brasileiras.

1938 - Surge a Rádio Globo do Rio de Janeiro, que décadas depois seria a rádio AM mais popular do país, renovando o fôlego do rádio que havia sido abalado com o surgimento da televisão. Na época, estava vigente a ditadura do presidente Getúlio Vargas, denominada de Estado Novo, e o ditador aproveitou o poder do rádio (copiando a eficácia do veículo na propagação do nazismo na Alemanha) para desenvolver uma imagem positiva do governo, associada à cultura e os anseios imediatos do povo.

Década de 40 - Os anos dourados do rádio brasileiro. A cultura brasileira viveu um de seus melhores momentos, apesar dos primeiros anos da década estarem relacionados ao duro governo do Estado Novo. Todavia, as canções populares e os programas de auditório tiveram seu grande período de criatividade e popularidade, fazendo do rádio, sobretudo da Nacional, um dos veículos mais prestigiados no Brasil. Muitos dos comunicadores, criadores e produtores que vieram fazer a história da comunicação e das artes surgiram neste período e alguns se encontram até hoje ativos no rádio e na televisão.

Década de 50 - Surge a televisão e o rádio é obrigado a se transformar. Surgem as primeiras transmissões de radiojornalismo e as transmissões esportivas, que apareceram nos anos 30, se multiplicam e ganham mais popularidade. Apesar da ameaça, o rádio AM, mesmo no final dos anos dourados e abandonando os programas de auditório que migraram para a TV, continuou forte e bastante popular.

1955 - Outra polêmica envolve a origem do rádio FM. A Rádio Clube reivindica o pioneirismo da Frequência Modulada já no final dos anos 30. A Rádio Imprensa, do Rio de Janeiro, veio nos anos 50. Em caráter experimental, a Rádio Imprensa foi fundada pela empresária Anna Khoury e nos primeiros anos sua transmissão era limitada às instalações da emissora. A Imprensa durou 45 anos, e na virada do milênio, em dezembro de 2000, foi extinta, dando lugar à Jovem Pan Rio, uma associação de Marlene Mattos, empresária da Xuxa, com o apresentador Luciano Huck.

Década de 60 - O rádio AM assume as características atuais. No lugar dos programas de auditório, aparecem programas de variedades comandados por locutores de boa voz e excelente estilo comunicativo. Popularizam-se os programas esportivos e os policiais e, num outro segmento, surgem as AMs de hit-parade, antecipando o formato "adulto contemporâneo" das FMs. A Rádio Tamoio AM, do Rio de Janeiro, era uma delas. 

1969 - O Ministério das Comunicações havia surgido em 25 de fevereiro de 1967. Com a ditadura militar planejando um grande esquema de censura e manipulação ideológica, o rádio AM é incluído entre as instituições e pessoas físicas consideradas "subversivas". Surge o rádio FM, arma usada pela ditadura para promover a alienação da população, não somente pela programação musical, mas pelos arremedos de programação AM que eram transmitidos, sobretudo no interior do país.

Anos 70 - O rádio AM, que era tido como "subversivo" em 1969, nos anos posteriores a 1974, quando a ditadura se afrouxou, através do governo Ernesto Geisel, passou a ser considerado como o rádio de "brega". Apesar disso, sua popularidade e credibilidade continuavam intatas e a juventude ainda ouvia as emissoras AM. Na segunda metade da década, o rádio FM entra num crescimento surpreendente, mas ainda não conseguiu ameaçar o universo das AMs.

Anos 80 / Primeira Metade - A princípio o rádio AM continua com popularidade similar a dos anos 70. Mas o rádio FM avança em popularidade crescente, sobretudo entre os jovens. A segmentação das FMs em estilos musicais diferentes começa a ser uma realidade, com rádios de adulto contemporâneo de diversos níveis, como o pop (que inclui música romântica e disco music) e o sofisticado (somente jazz, blues, soft rock e MPB), além da popularização das rádios de rock a partir da Fluminense FM (Niterói) e 97 FM (ABC paulista), entre outras.

Anos 80 / Segunda metade - O rádio AM, em 1985, sofre um duro golpe, tanto pelo esnobismo de jovens abastados, que tinham preconceito a coisas antigas, quanto pela politicagem, através das concessões de rádio e TV promovida pelo governo Sarney a todos aqueles que, políticos ou não, apoiavam a politicagem da direita brasileira. Muitos donos de rádio FM, incompetentes para o rádio, acabaram expandindo os arremedos de rádio AM nas FMs. 

1990 / 2000 - Época da promiscuidade do rádio. O rádio AM sofre um preconceito cada vez maior e a segmentação das FMs se dilui e, muitas vezes, se descarateriza em prol da mesmice do comercialismo. Os efeitos nocivos da politicagem do governo Sarney surgem, não apenas no rádio do interior do país, mas em muitas FMs "idôneas" que seguem um perfil neoliberal moderado.

2001 - Uma nova tecnologia pode surgir. É a tecnologia digital, que dará um som mais potente à Amplitude Modulada. Chiados e "pipocamento" serão eliminados e o som será tão bom quanto o FM. É prevista uma revolução radiofônica que pode reverter à migração da programação AM para as FMs, causando o processo inverso, e pode até atrair interesse de quem se recusava radicalmente a investir no rádio AM. Com o AM digital, um novo fôlego para o AM será enfim dado.
 

domingo, 29 de agosto de 2010

Minha Historia na Rádio.

Primeiramente é um prazer pra mim sua visita ao meu blog seja pela primeira vez ou não. Digo que minha historia com o rádio começou com os meus irmãos Gilberto e Carlos lá nos anos 80 quando me apresentou o rádio, essa caixinha falante, mágica e viciante. Avançando um pouco o tempo = Aqui na rádio santa cruz AM vim trabalhar depois que um deles o Gilberto conhecido como (Gilberto Nascimento) apelido esse arrumado pelo colega Jota Oliveira, já trabalhava na emissora por dois anos e resolveu sair. À partir daí comecei a viver no rádio um tempo bom. Nesses meus 15 anos de rádio santa cruz aprendi muito e já presenciei varias historias. Na função de operador de áudio, trabalhei com Geraldo Rodrigues no programa Show da Noite de segunda a sábado de 20 ás 23 horas quando então eu desligava o transmissor tirando a rádio do ar. Nos domingos ficava de 17 ás 23 horas e os programas nesse dia eram; Domingo Classe A com meu irmão Carlos Silva que era de 17 ás 18hs e depois eu fazia a técnica para o Roberto Oliveira (irmão do Jota Oliveira) de 18 ás 23hs com o programa Serenata da Saudade. 
Trabalhei ainda com as locutoras Cleuza Carvalho e Edilaine (in memória), os repórteres Fúlvio José e Faria Lima responsável pelo famoso repórter meia quatro zero. Trabalhei também com os locutores José Geraldo no programa A Hora do Sertão de 15 ás 18 horas e Antônio Carlos no Tarde Legal. Já no programa Bom Dia Cidade de 10 ás 12 horas fiz técnica para os também locutores; Mauricio Azevedo e depois Sinval Madeira (in memória) esse na jornada esportiva também e por ultimo o Geraldo Cunha. Hoje com a modernização dos equipamentos e com a junção das funções operador de áudio/locução e também por decisão da direção da emissora passei a apresentar o programa Bom Dia Cidade onde estou até hoje. Isso é só um pouco de uma historia que já mais será apagada de um apaixonado pelo rádio.
Cláudio Roberto.
Aqui nesta foto ao lado estou fazendo o teste com a linha (telefone) para a jornada esportiva direto do Mineirão, e vale lembrar que fizemos também até do Pacaembu onde Geraldo Rodrigues e Sinval Madeira  narraram Cruzeiro e Corinthians pelo campeonato brasileiro no meio da torcida gaviões da fiel e também acompanhamos a Seleção Brasileira nas eliminatórias para a Copa do Mundo em 1998. 



Nesta aqui apareço ao lado da grande Margareth Reis amarrando uns cartazes para a promoção de 21 anos da Rádio que fez um sorteio de Gol zero km para os ouvintes.







Neste jogo os funcionários da Rádio que participaram foram; 
Senhor José Olímpio
Anderson Barbosa
Faria Lima
Serginho Canarinho
Emerson Barbosa
José Carlos
Eu - Cláudio Roberto
Geraldo Rodrigues
Fúlvio José 
Também teve a participação de Antônio Carlos e Jesus Geraldo que não aparecem na foto.