“Assino hoje, dia do Radialista, decreto possibilitando a migração das Rádios AM para a frequência FM. Isso vai significar + qualidade de transmissão, c/ menos ruídos e interferências. Sou fã de rádio. Cresci ouvindo radionovelas e por muito tempo testemunhei como o rádio foi o eixo da integração da cultura e da identidade nacional. Por isso, estou certa que com a mudança, as rádios poderão manter e até ampliar sua audiência, levando notícia, serviços e entretenimento para toda a população”.
A presidente Dilma Rousseff assinou
nesta quinta-feira (7) dia do Radialista, um decreto que possibilita a migração
de emissoras AM para o sistema FM em todo país. O objetivo, segundo o governo,
é atender a um pedido antigo das emissoras, principalmente as do interior do
país, que queriam melhorar a qualidade do sinal.
A edição do decreto já havia sido
anunciada pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, no dia 17 de outubro.
De acordo com Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), a
expectativa é de que 90% das 1,8 mil rádios comerciais AM se transfiram para a
frequência FM.
Nas estimativas da Abert, as rádios
que aderirem à mudança vão fazer um investimento total de cerca de R$ 100
milhões em novos transmissores e outros equipamentos. Segundo Paulo Bernardo, o
governo deve criar mais incentivos de crédito para o setor.
O Ministério das Comunicações
informou que a migração para o FM não é obrigatória e que, em dois anos, todas
as emissoras interessadas já devem ter efetuado a troca do sistema.
Ainda segundo o ministério, as rádios
terão um ano, a partir da assinatura do decreto, ou seja, até 7 de novembro
2014, para solicitar a migração. Ao receber o pedido, o ministério vai analisar
se há espaço no espectro da região onde a rádio opera e, se houver, vai liberar
a emissora para atuar no novo sistema.
A expectativa da pasta é de que haja
mais disponibilidade de espectro para as FMs à medida que emissoras de TV
migrarem para o sinal digital, abrindo espaço para a radiofrequência. A tendência agora com essa migração,
força as TVs mudarem para o sistema digital mais rápido do que elas esperavam
2016.
Globo.com

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