quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Demissões Em Massa Nos Meios De Comunicações É Uma Realidade!


Mais uma vez, o fantasma do desemprego (demissões em massa nos meios de comunicação) volta a assombrar os veículos do país. A Folha de São Paulo demitiu 25 jornalistas, a pretensão é chegar a 50. O Diário de Pernambuco demitiram mais de 30 profissionais da área. O Popular, tradicional em Goiás, retirou de seu quadro quatro trabalhadores e deve anunciar mudanças. O Estadão cortou 40 funcionários da redação e provocou assembleias convocadas pelos sindicatos para a proteção dos direitos trabalhistas. O famoso grupo Abril acabou com várias revistas, desocupou metade do prédio que era sede da empresa e demitiu 150 funcionários.

A crise também chegou à televisão. Globo, Record, Band, Rede TV!, SBT e TV Cultura realizaram grandes demissões, tudo isso acompanhado também da perda de audiência. As empresas alegam corte de gastos por conta de pouca verba publicitária. Outras falam em reajustes aos novos tempos.

A era da comunicação = A crise na mídia impressa, no rádio e canais de televisão mostra que o receptor quer ser livre. Quer escolher onde e quando irá se informar, além de interagir com seu emissor. E a internet também tem sua culpa, justamente por possibilita essa liberdade. Ao falar da Cibercultura (cultura nascida a partir do uso da rede de computadores), antes da grande popularização da internet, o teórico Pierre Levy propunha a comunicação todos-todos, onde qualquer pessoa é emissora e receptora ao mesmo tempo. Agora, com muitos tendo acesso à internet e por diferentes plataformas e principalmente na palma das mãos como smartphones e tablets, as opções para receber informações são variadas e ainda é possível comentar e compartilhar as notícias em tempo real.

Além disso, o receptor também quer gerar seu próprio conteúdo. Os exemplos estão às páginas no Facebook com notícias locais que acumulam milhares de seguidores e atraem anunciante onde está o x da questão. Páginas estas que muitas vezes não são comandadas por jornalistas, mas por moradores de regiões que sentem a necessidade de informar a população. Essa nova era traz benefícios e prejuízos aos jornalistas e emissoras. 

Se por um lado, várias vagas de empregos são extintas e, muitas vezes, um profissional torna-se sobrecarregado de trabalho, por outro, será possível que muitos desenvolvam sua própria criação em um ambiente de livre acesso e que dispõe de espaço para todos. Esse momento ainda não é de transição total no país, pois ainda há uma parcela da população que é considerada excluída digitalmente. Entretanto, o número de conectados só vem subindo e o Governo Federal prepara ferramentas para levar internet a 98% dos domicílios brasileiro.

De forma alguma a extinção ou diminuição de veículos de comunicação consagrados é boa, mas é um ajuste que deverá ser feito por conta do processo natural de evolução digital e que não é possível impedir. A solução talvez seja uma adequação à nova era, na criação de novos meios de informação e na busca por novas alternativas de comunicação que estão escondidas no mar da criatividade. Nessa briga das emissoras por sobrevivência, vai se sair melhor as que tiverem mais, criatividade, qualidade, interação, rapidez, comprometimento e credibilidade, seja ela, um grande ou pequeno veículo de comunicação.

Fonte/Observatório da Imprensa

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